Serviços prestados

- Atendimento domiciliar;

- Atendimento em espaços de estética, empresas, clínicas médicas e academias;

- Palestras sobre educação nutricional e assuntos relacionados;

- Elaboração de cardápios individual ou familiar e elaboração de lista de compras;

- Prestação de serviços a colégios, spas e casas de repouso.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Caso de sucesso

Paciente M.M, sexo feminino, 49 anos. Me procurou com o objetivo de emagrecer e melhorar estado de saúde geral (hipertensão e colesterol alto).

Dados em outubro de 2010:

Peso inicial: 72,9kg
IMC = 31,97kg/m2 (Obesidade grau I)
Cincunferências:
Abdominal = 101cm, Cintura = 85cm, Quadril = 115cm

Já havia feito tratamento com endocrino a base de Sibutramina. Emagreceu, porém voltou ao peso anterior assim que parou com o medicamento.

Maus hábitos alimentares (fast food e frituras), gosta de sair para almoçar e jantar em restaurantes.

Conduta profissional: melhorar hábitos alimentares e iniciar atividade física.

Meta: 55kg
Substituição de alimentos refinados por integrais;
Retiradas de frituras;
Diminuição de fast food;
Educação em relação ás refeições fora de casa - o que comer e quanto comer;
Controle calórico gradativo de acordo com TMB (taxa de metabolismo basal)
Inserção de alimentos que atuam no controle do colesterol;
Retirada de alimentos que aumentam a pressão arterial;
Caminhada diária (40 a 50 minutos);
Acompanhamento mensal.

Resultados em maio de 2011:

Peso atual: 61kg
IMC = 26,75kg/m2 (Sobrepeso)
Cincunferências:
Abdominal = 87cm, Cintura = 74cm, Quadril = 102cm




A paciente continua com acompanhamento, agora a cada 2 meses para manutenção.
Já está autosuficiente, ou seja, já sabe como se alimentar.
As vontades por fast food e frituras diminuiram significativamente. Reduziu volume das refeições e não consegue comer mais do que o estipulado.
Diminuiu dosagem de medicamentos para a hipertensão e o colesterol voltou às taxas normais não sendo necessário o uso de medicamentos.

Comentários: dieta efetiva é dieta com mudanças gradativas. Dietas radicais podem funcionar em curto prazo. Porém, quando o indivíduo volta a se alimentar como antes o peso volta, e muitas vezes até em dobro.
Dietas que funcionam pra um, não funcionam para outro. Por isso a importância de um acompanhamento individual e personalizado.
O objetivo do tratamento é mudar os hábitos do paciente e não fazê-lo ficar dependente de papel com dieta e contagem de calorias eternamente.

EMAGRECIMENTO EFICAZ É EMAGRECIMENTO GRADUAL.

Não queira emagrecer 10kg em 1 ou 2 meses. O ideal é eliminar os quilos na mesma velocidade em que eles apareceram. 

Tenha paciência e não abandone o tratamento.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Dieta do Mediterrâneo

Diversos estudos mostram que uma alimentação rica em gorduras saturadas e açúcares está associada a doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer. Ao mesmo tempo, existe a relação inversa entre dietas ricas em vegetais com as mesmas doenças.
Um estudo realizado por Thomazella, 2010, que visava observar o efeito antioxidante e antiinflamatório, em 40 indivíduos com doença cardiovascular, comparou a dieta mediterrânea com uma dieta conhecida como TLC, que visa a redução de lipídeos através da ingestão de fibras e fitosteróis (fitosteróis são substâncias que impedem a entrada de colesterol nas células).
A dieta mediterrânea, é rica em grãos integrais (pães, arroz, cereais), vegetais, frutas, castanhas (10g/dia), azeite de oliva extra-virgem (30g/dia), moderada proporção de peixes, aves e alimentos lácteos e derivados e vinho tinto (250ml/dia).  As carnes vermelhas compõem a dieta apenas algumas vezes ao mês e os ovos de 3 a 4 vezes por semana.

PIRÂMIDE ALIMENTAR DA DIETA DO MEDITERRÂNEO


A dieta TLC consistiu em suplementação de 2g de fitosteróis (2g/dia) através de creme vegetal  enriquecido (20g/dia), redução de gordura saturada da alimentação, redução de alimentos ricos em colesterol, aumento de fibras solúveis.
Ambas as dietas apresentaram redução do peso corporal, pressão arterial e melhora na composição corporal. Os indivíduos que fizeram a dieta mediterrânea apresentaram diminuição de leucócitos (a quantidade de leucócitos no sangue determina o quanto o organismo precisou se defender de agentes infecciosos), aumento de HDL, aumento do diâmetro da artéria braquial melhorando assim o fluxo sanguíneo. Os que fizeram a TLC não tiveram redução no HDL, porém diminuiu significativamente colesterol total e LDL.
Existem evidências que mostram que o grau de saturação da gordura ingerida é mais importante do que a quantidade total de gordura da dieta. A dieta mediterrânea apresenta alto teor de gorduras insaturadas provenientes de peixes, azeite e castanhas e baixo teor de saturadas – carnes vermelhas.
A American Heart Association (Associação Americana do Coração) incentiva o consumo de dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais, leite e derivados com baixo teor de gordura, peixe, leguminosas, frango e carnes magras.
Alguns estudos apontam a redução de doenças cardiovasculares quando se tem um aumento no consumo de antioxidantes naturais como vitaminas C, E e beta caroteno, encontrados em frutas e vegetais frescos e castanhas.  Porém, o uso de suplementos vitamínicos antioxidantes é desaconselhado, já que não há estudos suficientes que comprovem seu efeito cardioprotetor.
Muitos dos fatores dietéticos que a OMS (Órgão Mundial de Saúde) 2003 aponta como favorável a saúde cardiovascular, são encontrados na dieta do Mediterrâneo.
Essa dieta originou-se no Estudo de Sete Países iniciado por  Ancel Keys, na década de 1950, que se mostrou impressionado com as baixas taxas de doenças cardiovasculares na região mediterrânea comparada com outros países.
A dieta do Mediterrâneo tradicional refere-se a um padrão dietético típico de países (Itália, Grécia, Portugal, Espanha, França e outros) que cercam a região Mediterrânea, e portanto tem algumas variações dentro desse padrão.
Além dos alimentos, a dieta tem como característica doses diárias de vinho, junto ás refeições, em baixas e moderadas quantidades.  Sabe-se que os vinhos, principalmente os tintos, apresentam teores elevados de polifenólicos – substâncias antioxidantes que diminuem a agregação plaquetária)
Alguns estudos mostram que consumo moderado de álcool aumenta o HDL, e o vinho destaca-se por apresentar menores taxas de doenças cardiovasculares do que cerveja e destilados.
O consumo de frutas, hortaliças, grãos e legumes, além de propiciar ao organismo um bom aporte de vitaminas e minerais, contribuem também com fitoquímicos (antioxidantes e carcinogênicos) e fibras essenciais para a manutenção da saúde e bom funcionamento do organismo.
Sendo assim aumentando o consumo de peixes, castanhas, azeite de oliva, frutas frescas, legumes, vegetais, cereais integrais (pão, biscoitos, arroz, macarrão) e diminuindo o consumo de carne vermelha e doces estaremos protegendo nosso coração e prevenindo doenças como diabetes e alguns cânceres.  E é sempre bom lembrar que a alimentação saudável deve ser conciliada com estilo de vida também saudável como prática de atividade física e sono regulares.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Lancheira saudável - criança feliz!

Com a correria do dia a dia, os pais buscam a praticidade na montagem da lancheira, optando por muitos produtos industrializados ou deixando que a criança compre o lanche na cantina da escola. Porém, nem todos os alimentos industrializados são bons e nem todas as cantinas oferecem opções saudáveis.
Montar uma lancheira saudável é simples: tente incluir alimentos mais saudáveis e excluir alimentos como leite com achocolatado de caixinha, biscoitos recheados, bolinhos recheados e com cobertura, sobremesas lácteas, refrigerantes e salgadinhos.

            Na lancheira deve conter três tipos de alimento:
 
1)     Fontes de carboidratos – energia (preferir pães e biscoitos integrais):
 
ü  Pão integral com queijo branco / peito de peru / requeijão / patê (ver receitas)
ü  Pão de milho, pão de ovo, bisnaguinha, pão de queijo
ü  Biscoito salgado integral em sachês
ü  Cookies integrais
ü  Barrinha de cereais
ü  Biskuit (palitinhos)
ü  Bolo caseiro (fubá, laranja, coco)
ü  Castanhas (castanha do Brasil, amêndoa, nozes, avelã)
ü  Biscoito de polvilho
ü  Biscoito de aveia e mel
ü  Mini pão sírio com presunto magro e queijo
2)     Bebidas:
ü  Sucos naturais
ü  Sucos concentrados diluídos e com pouco açúcar
ü  Sucos de caixinha
ü  Bebidas a base de soja
ü  Água de coco
ü  Iogurtes*
ü  Leite fermentado*

* caso a escola guarde o lanche em refrigeração.

3)     Alimentos fontes de vitaminas e minerais – reguladores:

ü Frutas: banana, maçã, pera, salada de frutas, uva, goiaba, morango, etc.
ü Tomate cereja
ü Cenoura baby
ü Frutas secas (abacaxi, damasco, ameixa, uva passa, maçã)

è Procure sempre variar os alimentos. Não mande todos os dias as mesmas coisas.
Exemplo:
1° dia: Mini Beirute + suco de caixinha + maçã
2° dia: Biscoito salgado integral + leite fermentado + uva
3° dia: Biscoito de polvilho + bebida a base de soja + tomate cereja
4° dia: Pão integral com patê de brócolis + suco de uva concentrado + fruta seca
5° dia: Bolo de laranja caseiro + iogurte + banana

è Planeje o cardápio quinzenal junto com a criança mostrando as opções.

 
Receitas:

Patê de brócolis
1 xícara de brócolis cozido e triturado no processador
3 colheres de sopa de cream cheese light
1 colher de sopa de azeite de oliva

Misture muito bem todos os ingredientes ou passe pelo processador para ficar bem homogêneo.
Dica: troque o brócolis por cenoura crua ralada ou folhas de espinafre cozidas no vapor.

Patê cor de rosa
1 beterraba pequena cozida
3 colheres de sopa de queijo tipo cottage ou ricota

Passe os ingredientes pelo processador.

Patê de atum

1 lata de atum em água
2 colheres de sopa de maionese light
2 colheres de sopa de cenoura ralada

Misture todos os ingredientes.

è LEMBRE-SE: na infância formamos hábitos alimentares saudáveis que podem prevenir a obesidade e suas doenças associadas, diabetes, colesterol alto, hipertensão e até mesmo o câncer.

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Quem sou eu

Formada pela Universidade Cruzeiro do Sul, pós graduada em Nutrição Clínica Funcional pela VP Instituição de ensino e pesquisa e pós graduanda em Nutrição Esportiva.