Serviços prestados

- Atendimento domiciliar;

- Atendimento em espaços de estética, empresas, clínicas médicas e academias;

- Palestras sobre educação nutricional e assuntos relacionados;

- Elaboração de cardápios individual ou familiar e elaboração de lista de compras;

- Prestação de serviços a colégios, spas e casas de repouso.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Maionese x Azeite? Não tem comparação!

A nova propaganda de uma marca famosa de maionese está comparando seu produto ao azeite de oliva.

http://www.youtube.com/user/hellmannscampanha?v=OrTPTF6xJOU

E como nutricionista, sinto-me na obrigação de compará-los com o meu ponto de vista:

Maionese
Ingredientes: água, óleo vegetal, ovos pasteurizados, amido modificado, vinagre, açúcar, sal, suco de limão, acidulante ácido lático, estabilizante goma xantana, conservador ácido ascórbico, sequestrante EDTA cálcio dissódico, páprica, aromatizante, antioxidantes ácido cítrico, BHT e BHA. 


Azeite de oliva
Ingredientes: azeite de oliva extra virgem

Começamos pela quantidade de aditivos químicos presentes na maionese. Aditivos químicos = em excesso no organismo causam diversas doenças.


O fabricante ainda destaca na embalagem que contém ômega-3, mas não destaca o ômega-6, gordura que se torna  inflamatória, quando consumida em excesso e de maneira desproporcional ao consumo de ômega-3. Atualmente, o consumo de ômega-6 já é extremamente alto e o consumo de ômega-3 baixo. 
As maiores fontes de ômega-3 são os peixes e o ômega-6 está presente em óleos vegetais (soja, milho, girassol, etc.)

Reflexão: em casa, o que você consome mais? Óleos refinados para preparar os alimentos ou peixes? Qual a proporção de consumo? Quantas vezes por semana você consome peixe? E quantas vezes utiliza óleos? 
Essa reflexão foi só para demonstrar que o consumo de ômega-6 já é alto! E o consumo excessivo de maionese só aumentaria isso!

Falando só um pouco do azeite, por que falar dele seria outro tema para um texto novo, seus compostos atuam diminuindo triglicérides e LDL, inibe radicais livres (antioxidante), previne trombose e agregação de plaquetas na corrente sanguínea, que formam coágulos.
Dados recentes mostram que na Europa, a mortalidade por câncer de intestino e de mama é muito maior nos paises onde o consumo de azeite de oliva é baixo (Escócia, Inglaterra e Dinamarca) e muito menor nos países onde o consumo do azeite é alto (Grécia, Itália e Espanha) (fonte: www.boasaúde.uol.com.br).

Lembrando que quanto menor a acidez do azeite, maior a qualidade dele. O extra virgem não é refinado e sendo assim não utiliza solventes como os outros óleos vegetais. 

E a propaganda encerra ainda com o que a maioria das pessoas julga o mais importante de tudo: CALORIAS!

Considerando que a maionese tem menos calorias que o azeite, eu devo preferir a maionese, cheia de aditivos químicos e descartar o azeite que lotado de nutrientes importantes, anti inflamatório, antioxidante e protetor cardiovascular?

Embaixo, no rodapé da propaganda, em letras minúsculas e que desaparecem super rápido, eles citam os efeitos benéficos do azeite e dizem que devem ser mantidos estilo de vida saudável e boa alimentação. Mas pra quem já viu a propaganda na televisão, alguém conseguiu ler isso?

A mensagem que quero passar é que cada um tem seu espaço... a maionese em algumas poucas situações e o azeite em muitas outras (salada, pão, finalizando pratos, etc.). Espero que o azeite não seja abolido da mesa de vocês para entrar a maionese no lugar. 



terça-feira, 10 de abril de 2012

O que comer antes e depois do treino?

Perguntas que me fazem em relação a alimentação ou a suplementação, sempre começo respondendo com outra pergunta: "Qual o objetivo?". Não tem uma fórmula ou uma receita pronta, igual para todo mundo. 
O que comer na prática esportiva vai depender de outros fatores: estado geral de saúde, peso, como o indivíduo se alimenta durante o dia, qual a disponibilidade de preparo de alimentos, etc.

Vejo muita gente que treina bem, há anos, mas não consegue um bom resultado... e logo percebo a alimentação inadequada para aquele indivíduo. Ou mesmo quem gosta de tomar suplementos e "enche a cara" de pós e cápsulas... mas em momentos inadequados. 

Em primeiro lugar, uma coisa tem que ficar clara: para qualquer que seja o objetivo, se o indivíduo não se alimentar bem (não digo em volume e sim em nutrientes: vitaminas, minerais), se não estiver hidratado, sinto em dizer... vai demorar pra ter algum resultado!

Imagine que o organismo é dependente de 50 nutrientes para se manter em equilíbrio. 


Tem que consumir carboidrato e proteína na hora certa sim... mas sem verduras, legumes, frutas, fibras, gorduras do bem e água não funciona! 

Basicamente, eu priorizo carboidrato (sempre integral) no café da manhã e antes do treino. Se o objetivo é ganho de massa magra, o carboidrato pós treino também é importante. Agora, durante o dia, que geralmente as pessoas trabalham sentadas o dia todo... precisa de tanto carboidrato? Barrinhas de cereais, sucos, frutas, biscoitos, etc... é muito carboidrato o dia todo. 
Prefira castanhas, sementes, iogurtes desnatados, rolinhos de peito de peru e dependendo do caso até barrinhas de proteínas. 

Sugestão geral:

Pré treino

1 fonte de carboidrato: pão integral, torrada integral, batata doce, fruta;
1 fonte de proteina magra: atum, clara de ovo, frango, peito de peru - pouca quantidade.

Pós treino

Sempre 1 fonte de proteína magra: atum, clara de ovo, frango, peito de peru, ou suplemento, dependendo da necessidade e objetivo de cada um;
E como disse anteriormente, 1 fonte de carboidrato caso o objetivo seja ganho de massa magra ou manter performance. Após o treino, o carboidrato pode ser de rápida absorção - pão branco, batata comum, arroz branco, etc. para rápida reposição de energia. 

 Suplementos - Whey Protein, BCAA, creatina, carboidratos, etc. - são bem vindos, quando necessários... mas para cada caso existe um mais adequado. 

Um nutricionista é o profissional mais indicado para montar um planejamento e indicar os suplementos ideais.

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Quem sou eu

Formada pela Universidade Cruzeiro do Sul, pós graduada em Nutrição Clínica Funcional pela VP Instituição de ensino e pesquisa e pós graduanda em Nutrição Esportiva.