Serviços prestados

- Atendimento domiciliar;

- Atendimento em espaços de estética, empresas, clínicas médicas e academias;

- Palestras sobre educação nutricional e assuntos relacionados;

- Elaboração de cardápios individual ou familiar e elaboração de lista de compras;

- Prestação de serviços a colégios, spas e casas de repouso.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Toxinas e Câncer

Antes de começar a falar do câncer, vou falar um pouquinho sobre toxinas.

Toxina é qualquer substância que possa criar irritação e / ou efeitos danosos em um organismo, reduzindo a vitalidade, tensionando as funções bioquímicas e o funcionamento orgânico. (Krohn)

Vivemos expostos a elas. Veja algumas fontes de toxinas:

- Radiações (computador, microondas, celulares, raio-x, raios solares (devido á destruição da camada de ozônio);
- Poluentes de ar, água, solo (pesticidas, agrotóxicos);
- Alimentos – animais tratados com ração com agrotóxicos, antibióticos, hormônios, aditivos alimentares (conservantes e corantes), hortaliças contaminadas com agrotóxico;
- Cigarro, fumaças, incenso;
- Churrascos (fumaça provocada pelo carvão);
- Álcool;
- Medicamentos;
- Plásticos;
- Metais de panelas;
- Cosméticos;

É praticamente impossível viver sem toxinas... mas podemos diminuir nossa exposição a elas. Como?

- Radiações - desligar aparelhos quando não estão em uso, diminuir o uso de microondas (preferir fogão  e forno convencional, não andar com celular em bolsos e deixá-los desligados ou longe durante a noite);


- Alimentos – preferir alimentos orgânicos (inclusive carnes e ovos) e naturais, eliminar “anti-nutrientes”: gordura trans, alimentos processados/industrializados, farinha branca (trigo), açúcar, sal em excesso, diminuir cafeína, churrascos feitos no carvão, bebidas alcoólicas, corantes, conservantes, glutamato monossódico, adoçantes artificiais;


- Eliminar possíveis alergênicos alimentares – o nutricionista é capaz de avaliar o possível alergênico individual de cada um;


- Aumentar consumo de brássicas (agrião, brócolis, couve, couve-flor, couve de bruxelas, mostarda, nabo, rabanete, repolho, rúcula); Triturar/cortar/picar e depois temperá-los (para liberação das substâncias ativas) mastigar bem e caso faça cozidos a melhor maneira é no vapor, e tempo inferior a 1,5 minutos;


- Outros alimentos que ajudam a eliminar toxinas: alho cru, cúrcuma, pimenta preta e vermelha, gengibre, própolis, casca de limão, páprica, curry, sálvia, coentro, alecrim, clorofila (alimentos verdes), cereja, uva, berinjela, berrys, alcachofra, amora, framboesa, morango, româ, nozes, cebola crua e chá verde.


Obs.: Os alimentos sugeridos como potenciais redutores de toxinas não devem ser utilizados em tratamentos de câncer (quimioterapia).

- Cigarro, fumaças, incenso - evitar exposição;


- Medicamentos - evitar o EXCESSO, não ficar tomando remédio sem a real necessidade;


- Diminuir o contato de alimentos com plásticos - não aquecer plásticos com alimentos, não envolver alimentos gordurosos (carnes, queijos) em filme plástico, diminuir o número de potes plásticos em casa – trocar por potes de vidros. Não tomar café e chás em copos de plástico;


- Manter-se hidratado: 35ml de água por kg de peso corporal. Ex.: pessoa de 60kg, consumir 2,1 litros de líquidos, 50% na forma de água. 


 - Manter intestino saudável – nutricionista é o profissional mais indicado para manter seu intestino saudável. O intestino saudável consegue eliminar as toxinas. Um intestino doente aumenta o número de toxinas presentes no organismo.
 
- Atividade física (suor aumenta a eliminação de toxinas);


- Drenagem linfática;


- Evite o excesso de produtos de limpeza, odorizadores de ambiente, cosméticos e maquiagens;


- Colabore para a saúde ambiental do planeta.


- Metais de panelas - prefira panelas de vidro ou inox, não passe palha de aço por dentro das panelas;

Conseguimos perceber a intoxicação por alguns sintomas:

Palidez, falta de apetite pela manhã, gosto metálico na boca, cansaço, fadiga, dores de cabeça freqüente, TPM, estresse, queixas digestivas, baixa tolerância a alimentos gordurosos, sono após as refeições, constipação e problemas cutâneos.

Eliminando a exposição a toxinas e eliminando-as do nosso organismo, estamos nos prevenindo contra o câncer.


 > CÂNCER


Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.



(Inca, http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=322)


As toxinas são carcinogênicas. O termo carcinógeno ou carcinogênico refere-se a qualquer substância que provoque, agrave ou sensibilize o organismo para o surgimento de um câncer.


Somente de 5 a 10% de todos os câncer estão relacionados com fatores genéticos – os demais estão relacionados ao estilo de vida e exposição a fatores contribuintes.


É cada vez maior o número de pessoas com câncer. Ou temos alguém na família, ou conhecemos alguém com a doença ou já ouvimos falar de alguém com câncer.  

Estudos mostram que substâncias como pesticidas, poluentes ambientais, metais tóxicos, solventes, plásticos, hormônios de crescimento têm relação com câncer de próstata, mama, cérebro, medula, testículos e vias urinárias.


Devemos considerar que o câncer é uma doença multifatorial, ou seja, vários fatores irão determinar seu aparecimento. 

- Câncer de mama:


Câncer de mama tem 1 milhão de novos casos por ano, no mundo inteiro! É a 2a causa de mortalidade entre as mulheres.


Fatores de risco: idade, menopausa, hormônios, alimentação, álcool, obesidade e fatores de risco ambientais (poluição e radiações) e genéticos.

A amamentação, prática de atividade física e a alimentação saudável com a manutenção do peso corporal estão associadas a um menos risco de desenvolver câncer de mama. 
(Khedihaier et al, 2008)

- Câncer do colo do útero:

Alguns fatores de risco: HPV, hormônios, tabagismo, agentes infecciosos, e baixa ingestão de vitaminas;

- Câncer de cólon e reto:

Fatores de risco: predisposição genética ao desenvolvimento de doenças crônicas do intestino, alimentação baseada em gorduras animais, baixa ingestão de frutas, vegetais e cereais, consumo excessivo de álcool e tabagismo, idade.

- Câncer de estômago:

Fatores de risco: H. pylori, estilo de vida, alimentação deficiente em frutas, legumes e verduras, excesso de sal, métodos de conservação alimentar, cigarro, excesso de peso corporal.

- Câncer de próstata:

Fatores de risco: idade (chances aumentam após os 65 anos), alimentação rica em gordura animal, carne vermelha e cálcio, obesidade.

Vegetais, selênio, vitaminas D e E, licopeno e ômega-3 têm indicado proteção para o desenvolvimento desse câncer.

Em alimentos, isso significa que deve-se aumentar o consumo de folhas cruas – SEMPRE VARIAR – NÃO COMER SEMPRE AS MESMAS – castanha do Brasil, amêndoas, nozes, abacate, ovo, molho de tomate fresco – CASEIRO, sardinha.

O que causa um tumor:

- Fatores ambientais
- Fatores genéticos
- Fatores alimentares
- Fatores psíquicos (mágoas, ressentimentos) /personalidade
- Níveis de estresse


Fatores psíquicos e estresse debilitam sistema imune.


De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), no Brasil, observa-se que os tipos de câncer que se relacionam aos hábitos alimentares estão entre as seis primeiras causas de mortalidade por câncer. 

"Estudos demonstram que uma alimentação pobre em fibras, com altos teores de gorduras e altos níveis calóricos (hambúrguer, batata frita, bacon etc.), está relacionada a um maior risco para o desenvolvimento de câncer de cólon e de reto, possivelmente porque, sem a ingestão de fibras, o ritmo intestinal desacelera, favorecendo uma exposição mais demorada da mucosa aos agentes cancerígenos encontrados no conteúdo intestinal. Em relação a cânceres de mama e próstata, a ingestão de gordura pode alterar os níveis de hormônio no sangue, aumentando o risco da doença. Frutas, verduras, legumes e cereais integrais contêm nutrientes, tais como vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo a destruírem os carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células. Esses tipos de alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais do processo de carcinogênese e, portanto, devem ser consumidos com freqüência.

Hoje já está estabelecido que uma alimentação rica nesses alimentos ajuda a diminuir o risco de câncer de pulmão, cólon, reto, estômago, boca, faringe e esôfago. Provavelmente, reduzem também o risco de câncer de mama, bexiga, laringe e pâncreas, e possivelmente o de ovário, endométrico, colo do útero, tireóide, fígado, próstata e rim.

As fibras, apesar de não serem digeridas pelo organismo, ajudam a regularizar o funcionamento do intestino, reduzindo o tempo de contato de substâncias cancerígenas com a parede do intestino grosso.

A tendência cada vez maior da ingestão de vitaminas em comprimidos não substitui uma boa alimentação. Os nutrientes protetores só funcionam quando consumidos através dos alimentos, o uso de vitaminas e outros nutrientes isolados na forma de suplementos não é recomendável para prevenção do câncer." (Inca)



“Todos temos um câncer dormindo dentro de nós. É nosso estilo de vida que vai ou não determinar seu desenvolvimento”. David Servan-Schreiber





Então para que esse câncer dentro de cada um não desperte, prestem atenção em como estão tratando o seu corpo. Prestem atenção no que comem, a que estão expostos, analisem tudo ao seu redor, desde pequenos hábitos a mania exagerada de produtos de limpeza e medicamentos, e vejam o que dá pra melhorar. Como eu disse, é praticamente impossível viver sem toxinas, mas através da alimentação e um estilo de vida saudável, conseguimos combatê-las!

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Quem sou eu

Formada pela Universidade Cruzeiro do Sul, pós graduada em Nutrição Clínica Funcional pela VP Instituição de ensino e pesquisa e pós graduanda em Nutrição Esportiva.