Serviços prestados

- Atendimento domiciliar;

- Atendimento em espaços de estética, empresas, clínicas médicas e academias;

- Palestras sobre educação nutricional e assuntos relacionados;

- Elaboração de cardápios individual ou familiar e elaboração de lista de compras;

- Prestação de serviços a colégios, spas e casas de repouso.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Variar e equilibrar... este é o segredo!

O que sempre peço: varie os alimentos... não coma todos os dias a mesma coisa... E por mais saudável que seja o alimento, deve sempre ser consumido com equilíbrio. 

O excesso de qualquer alimento (desde alface até bacon) é prejudicial! Sem dúvida alguns  mais prejudiciais do que outros... mas nada em excesso é bom. Além disso, cada alimento fornece um nutriente diferente. Enquanto um tem mais vitamina C e potássio, outro é ótima fonte de vitamina A e magnésio e assim por diante... Quanto maior a variedade, mais nutrientes consumimos. E o resultado disso? Organismo em equilíbrio e funções vitais em ótimo funcionamento!

Qual a refeição típica da maioria dos brasileiros? Arroz, feijão, carne vermelha, alface e tomate. Ótima refeição... se não fosse todos os dias a mesma coisa!

Arroz e feijão, combinação perfeita. Mas existem diversos tipos de leguminosas por exemplo, e as pessoas só comem feijão carioca ou feijão preto. Se esquecem da lentilha, do grão de bico, da ervilha, da soja, do feijão branco, do feijão fradinho, jalo, rajado, rosinha, roxo, etc. 

Querem uma sugestão de passeio para descobrir a variedade de alimentos que a natureza nos oferece? Feira livre! 

Passem batidos pela barraca de pastel e vejam a quantidade de frutas, verduras e legumes diferentes que temos!




Não precisa esquecer o alface e o tomate, mas lembrem-se que existe: Acelga, agrião, alface americana, alface crespa, alface lisa, alface roxa, almeirão, brócolis, couve, catalonha, chicória, couve-flor, espinafre, mostarda, repolho branco, repolho roxo, rúcula, abóbora cabotian, abóbora pescoço, abóbora moranga, abobrinha paulista, abobrinha italiana, aipo, aspargo, alho poro, batata, mandioquinha, batata doce, batata inglesa, berinjela, beterraba, cará, cenoura, chuchu, inhame, mandioca, maxixe, nabo, palmito, pepino, pimentão amarelo, pimentão verde, pimentão vermelho, quiabo, rabanete e vagem.


Quanto as frutas... as mais comuns são banana e maçã... Mas e o abacate, abacaxi, açaí, acerola, ameixa, atemóia, banana da terra, banana figo, banana maçã, banana nanica, banana ouro, banana prata, cajá, caju, caqui, carambola,  cereja, ciriguela, cupuaçu, figo, goiaba branca, goiaba vermelha, graviola, jabuticaba, jaca, jambo, jamelão, kiwi, laranja baía, laranja da terra, laranja lima, laranja pera, limão, lichia, maçã, mamão formosa, mamão papaia, manga Haden, manga Palmer, manga Tommy Atkins,  maracujá, melancia, melão, mexerica, morango, pequi, pêssego, pitaya, pera, nêspera, fruta do conde (pinha), pitanga, romã, tamarindo, tangerina, uva Itália, uva rubi???

 
Entendo que nem todos os lugares oferecem essa variedade toda de frutas e legumes. Alguns são típicos de determinadas regiões. Mas garanto que pelo menos metade dessas listas vc encontra facilmente em uma feira livre ou sacolão. 


Corpo nutrido = organismo em equilíbrio = problemas facilmente solucionados!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Peixe só frito?

Por ser uma carne magra, pobre em gorduras saturadas e rico em gorduras insaturadas (saudáveis), os peixes são ótimos como opção de proteína nas refeições.
Quando peço a um paciente para aumentar o consumo de peixe, é muito comum escutar: "mas eu só sei fazer peixe frito"... ou "só gosto de peixe frito". Pois bem... estou aqui para ajudar quem não sabe preparar peixe de outra maneira. 
São dicas que além de mais saudáveis, são práticas e rápidas de preparar.

Temperos para peixes: gengibre, alho, limão, sal, curry, coentro, tomilho, alecrim, sálvia, salsa, cebolinha ou outro tempero (NATURAL) da sua preferência. 

- Peixe assado 1
Tempere os filés ou postas de peixe com os temperos escolhidos.  Unte uma forma com azeite, disponha os filés, cubra com papel manteiga e leve ao forno por aproximadamente 20 minutos. Retire o papel alumínio e deixe mais 10 minutos para dourar.

- Peixe assado 2
Tempere os filés ou postas de peixe com os temperos escolhidos. Em uma assadeira untada com azeite, coloque 1 camada de tomate sem pele e sem semente picado, pimentão (de sua preferência) e cebola. Coloque os filés por cima, regue com azeite e salpique salsa ou coentro, e cubra com papel manteiga e leve ao forno por aproximadamente 30 minutos.

- Peixe assado com legumes
Tempere os filés ou postas de peixe com os temperos escolhidos, exceto sal. Em uma assadeira, abra um pedaço de papel alúmínio, o suficiente para embrulhar os peixes com os legumes. Coloque os filés ou postas de peixe sobre o papel alumínio com pedaços de abobrinha, berinjela, cenoura, pimentão e brócolis. Regue com azeite e molho shoyu light ou sal e feche bem o papel alumínio. Leve ao forno por aproximadamente 30 minutos. Abra o embrulho de papel alumínio com cuidado devido ao vapor.

- Peixe ensopado
Prepare um molho de tomate fresco*. Depois que ferver coloque os filés ou postas de peixe ainda crus no molho e deixe cozinhar.

* é muito comum também as pessoas não saberem fazer molho de tomate. Então lá vai:  refogue cebola e alho no azeite. Retire somente a semente do tomate e bata no liquidificador ainda cru. Acrescente a panela e deixe ferver. Depois de apurado, coloque o sal e 1 galho de manjericão fresco. Sugestão de tomate: tipo Débora ou Italiano




- Peixe cozido na panela de pressão
Tempere os filés ou postas de peixe com os temperos escolhidos. Na panela de pressão coloque uma camada de tomate sem pele picado, pimentão (de sua preferência) e cebola. Coloque os filés por cima, acrescente 50ml de água + 50ml de vinagre e leve à pressão por aproximadamente 20 minutos.

Lembrete: a sardinha é um dos peixes mais saudáveis por ser extremamente rico em nutrientes e é um peixe barato ($). Ela fica ótima nesta última receita da panela de pressão.

Essas são só algumas dicas... use sua criatividade e invente seus pratos.


Caso tenha alguma receita interessante, fique à vontade de postar nos comentários.


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Prevenção é o segredo!

Hoje atendi um paciente que descobriu ser portador de Diabetes. Péssimos hábitos alimentares e um estilo de vida nada saudável, o levaram aos 114kg. Além da Diabetes, tinha altos níveis de triglicérides. 

Após a descoberta, se assustou com a "novidade" e tratou de se cuidar: imediatamente iniciou caminhadas diárias de 1 hora (relatou que se empolga tanto com a atividade que já chegou a ficar 2h30 caminhando!) e o médico o encaminhou para o nutricionista.

Em 4 meses perdeu 17kg!

Além dos quilos que foram eliminados, melhorou os seguintes aspectos:

- Melhora de humor e disposição;
- Melhora da vida sexual;
- Curte mais a família (no sábado a noite comia e bebia demasiadamente e domingo acordava ás 11h e ficava no sofá só esperando a lasanha e dormia o resto da tarde);
- Níveis excelentes de glicemia;
- A família toda adquiriu hábitos saudáveis e o acompanha na dieta e caminhadas no parque aos finais de semana!
Sem dúvida, esse foi um caso de "mal que veio para bem"! Se não tivesse adquirido o Diabetes, como ele estaria hoje?

Isso significa que: NÃO ESPERE A DOENÇA SE ESTABELECER PARA SE CUIDAR!
 



AME A SI MESMO E PASSE ESSA MENSAGEM ADIANTE!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Por que pararam de jantar???


   Está cada vez mais comum as pessoas não “jantarem”. Diria que 90% dos meus pacientes chegam na primeira consulta dizendo que não “jantam” e consideram isso saudável! O jantar deve ser mais leve SIM, em menor quantidade do que o almoço SIM, mas não substituído por pão, leite ou biscoitos!!! E vou falar mais: como é difícil mudar esse hábito ruim e fazer as pessoas entenderem!
   Nada é mais nutritivo do que uma salada colorida, legumes crus e cozidos, uma carne magra e um carboidrato integral. É ótimo o hábito de comer pouco a noite, mas que o pouco seja repleto de nutrientes e não repleto de leite e carboidratos. Café da manhã é café da manhã e jantar é jantar!!!

   Se a questão é controle de calorias, faça uma refeição com pouca caloria mas nutritiva! Lembrem sempre: sem nutrientes o organismo entra em desequilíbrio e esse desequilíbrio desencadeia diversos problemas que viram uma bola de neve e vão criando problemas cada vez maiores!
   
Entendam: NUTRAM-SE!

   Por conta disso, montei algumas sugestões de preparações que podem ser consumidas a noite: práticas, leves e pequenas.

- Omelete de legumes
1 porção

1 ovo
½ cenoura ralada (2 colheres de sopa)
½ tomate picado (sem pele e sem semente)
1 pitada de orégano seco ou 1 colher de sopa de salsa fresca
1 pitada de sal
1 colher de sopa de azeite (não é óleo composto!)

Aqueça o óleo em uma frigideira pequena. Bata os ovos e misture todos os ingredientes. Coloque a mistura na frigideira com o óleo já aquecido. Doure dos dois lados. Sirva com salada de folhas cruas.

Dica: pode substituir a cenoura e o tomate por outro vegetal de sua preferência: brócolis, espinafre, abobrinha, alho poro, vagem, escarola, chuchu, etc.

- Macarrão integral com atum e berinjela
1 porção

½ xícara de macarrão integral cru (massa curta – penne, parafuso) ou outra massa integral de sua preferência
1 lata de atum em óleo (escorrer bem em uma peneira)
2 tomates sem pele e sem semente picados
½ berinjela pequena cortada em cubinhos
1 dente pequeno de alho
1 colher de sopa de azeite
3 folhas de manjericão fresco
1 pitada de sal

Coloque o macarrão para cozinhar em água fervente. Enquanto isso prepare o molho. Aqueça o azeite, frite o alho picado e acrescente a berinjela. Quando ela começar a murchar, acrescente o atum e o tomate picado. Mexa para que o tomate desmanche. Acrescente o sal, apague o fogo e acrescente o manjericão.  Misture ao macarrão cozido. Sirva com uma salada de folhas cruas.

Obs.: o macarrão integral demora um pouco mais para cozinhar. Veja as recomendações do fabricante. Se preferir, bata o tomate no liquidificador para deixar o macarrão mais “molhadinho”.

- Salada colorida com tofu
1 porção

1 folha de alface americana
1 pires de rúcula
1 pires de repolho roxo
½ pimentão amarelo picado em cubinhos
5 unidades de tomate cereja
½ xícara de tofu em cubos

Lave bem e pique as folhas e misture aos demais ingredientes.  Regue com o tempero sugerido.

Tempero:
1 colher de sopa de molho de mostarda
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre  de maçã (preferência)
1 pitada de orégano

Misture todos os ingredientes.

Dica: o tofu pode ser substituído por clara de ovo cozida ou atum em pedaços.


- Arroz integral com legumes
2 porções

1 punhado de arroz integral cru
1 xícara de legumes (pode misturar abobrinha, cenoura ralada, vagem, brócolis cru picado, tomate sem pele e sem semente, berinjela, etc.)
½ cebola
1 dente de alho
1 colher de sopa de óleo vegetal
1 colher de café rasa de sal

Lave os vegetais e o arroz. Refogue a cebola e o alho. Acrescente o arroz, os legumes e o sal. Cubra com água fervente e observe o cozimento. Acrescente mais água se necessário.  Sirva com carne magra. 
 
Dica: acrescente 1 colher de chá de curry ou acrescente na água fervente ervas como tomilho, sálvia, manjericão e vá molhando o arroz com essa água. O arroz fica com sabor das ervas.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O que é Nutrição Funcional?

Como faço pós graduação em Nutrição Clínica Funcional e muita gente me pergunta o que é a Nutrição Funcional exatamente, segue definição segundo Valéria Paschoal, diretora da VP Consultoria Nutricional. 
 
"Mudanças no cardápio de uma pessoa, a partir do levantamento detalhado de suas características, podem melhorar a sua disposição, tratar problemas como enxaqueca e evitar a ocorrência de doenças crônicas como a obesidade e o diabetes. 

Para entendermos o que é a chamada Nutrição Funcional e em que ela se diferencia da Nutrição tradicional, temos de lembrar um pouco dos ensinamentos das aulas de Biologia sobre o funcionamento das células.

Aprendemos que somos formados por trilhões de células que formam os tecidos que, por sua vez, formam os órgãos, que, finalmente, compõem os aparelhos e sistemas do organismo humano. Cada célula do nosso corpo é uma unidade viva que depende, para o seu funcionamento pleno, de determinados nutrientes, em doses que variam de pessoa para pessoa, dependendo de suas características genéticas.
                           
Mas onde queremos chegar? Explico: a Nutrição Funcional aplica a ciência dos nutrientes que procura manter ou restabelecer o equilíbrio e o bem estar do organismo de cada pessoa a partir do diagnóstico de como anda a relação entre as suas células e os nutrientes.

Em vez de se limitar à prescrição de dietas de alimentos tidos como saudáveis (porque o que é saudável para uma pessoa pode causar doença em outra), a Nutrição Funcional rastreia os sintomas, sinais e características de cada paciente e os relaciona a situações de carência ou excesso de determinados nutrientes.

Tudo isso é feito com base em ferramentas e estratégias específicas e muito atuais. Num breve futuro, até mesmo exames de “mapeamento genético” poderão ser incorporados. Se descobrirmos, por exemplo, que o paciente possui um conjunto de genes relacionados a uma maior propensão ao câncer, poderemos procurar diminuir o risco de desenvolver a doença com intervenções nutricionais específicas.

Diferentemente da Nutrição clássica, os nutricionistas do século XXI defendem um rastreamento bioquímico e metabólico de cada pessoa para saber quais são os alimentos que funcionam para ela ou que podem, por exemplo, estar provocando ou vir a provocar doenças. Dietas generalizadas e contagem de calorias não fazem mais sentido. Da mesma forma, questionários alimentares acrescidos de exame de sangue não são mais suficientes.

Para definir a melhor dieta para um paciente, é necessário conhecê-lo individual e profundamente. Podemos observar detalhes como, por exemplo, o aspecto das unhas, que indica deficiências ou excesso de nutrientes. Ou utilizar outros instrumentos que avaliam centenas de indícios de desequilíbrios nutricionais.

A Nutrição Funcional baseia-se em conceitos como o “equilíbrio nutricional e a biodisponibilidade dos alimentos”, ou seja, alimentos e nutrientes que precisam de outros para agir no organismo de maneira positiva ou que, ao contrário, são anulados quando outros estão presentes.

O organismo de cada pessoa é um ecossistema que precisa estar equilibrado, e isso ocorre de acordo com a atuação dos nutrientes em cada uma das trilhões de células. Estudos mostram como a “inflamação celular”, causada por uma reação desarmônica aos nutrientes, estaria na origem de várias doenças, dentre elas a obesidade e o diabetes.

Problema que atinge um número significativo de brasileiros, a obesidade é uma “doença inflamatória” que deve ser tratada não pela contagem de calorias ou de açúcares consumidos, mas pela escolha dos alimentos de acordo com as características individuais. Detalhe: as toxinas ambientais também deixam as pessoas mais predispostas à obesidade e a outras desordens metabólicas. Uma dieta “antioxidante” individualizada pode ser bastante útil para combatê-las e ajudar na perda e no controle de peso.

Trabalhos científicos comprovam que a ocorrência das doenças crônicas da vida moderna está relacionada a uma combinação de dieta inadequada, suscetibilidade genética e exposição a agentes e poluentes ambientais. Da mesma forma, outros problemas “menos graves”, como o cansaço e a sensação de falta de energia, resultam do “estresse oxidativo”, também relacionado ao desequilíbrio nutricional.

Os desequilíbrios nutricionais geram sobrecarga no sistema imunológico e desencadeiam “processos alérgicos” tardios, que acabam por provocar doenças crônicas como a obesidade, depressão, fibromialgia, artrite reumatóide, síndrome do pânico, osteoporose, diabetes, distúrbios de comportamento e hiperatividade infantil, entre outras.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças crônicas não transmissíveis já são responsáveis por 72% das mortes ocorridas no Brasil, sendo que, no mundo, esse valor corresponde a 60%. A OMS acredita que 80% de problemas prematuros do coração, AVC e Diabetes tipo II e 40% dos casos de câncer poderiam ser evitados se corrigíssemos nossos hábitos alimentares, reduzíssemos o uso de tabaco e adotássemos uma atividade física regular.

Hoje, os nutricionistas funcionais se envolvem no tratamento de diversos distúrbios metabólicos e neuropsiquiátricos. Além disso, atuam na área esportiva (vários atletas da delegação olímpica brasileira adotam a Nutrição Funcional), em clubes de futebol (São Paulo), em academias (Companhia Athlética), em hospitais (Hospital das Clínicas, Hospital Sírio Libanês e Hospital Pró-Cardíaco), em empresas (Roche), em escolas, em clínicas e em programas de orientação a gestantes.

Apesar de recente no Brasil, a Nutrição Funcional conta com o respaldo científico de diversos estudos realizados principalmente na Europa e nos EUA, onde, aliás, já existe um instituto dedicado à especialidade: o The Institute For Functional Medicine."

domingo, 4 de setembro de 2011

Caso de sucesso 2

De todos os casos de sucesso, gosto de destacar alguns, principalmente pela disciplina dos pacientes. Sendo assim, o objetivo sempre é atingido e o mais importante, o resultado é permanente. 

Paciente VOM, sexo feminino, 31 anos. Praticante regular de atividade física, relatou dificuldade de emagrecimento mesmo com frequência diária a academia.  Iniciou o tratamento com 77kg em 1,70m de altura, resultando em IMC 26,64 kg/m2 (sobrepeso).

Relatou também ansiedade e preferência alimentar por massas, doces e biscoitos recheados. Dizia que conseguia se "controlar" durante o dia, mas acabava comendo demais a noite. 

Conduta: aumentar volume durante manhã e tarde, pequenas porções diárias de doce logo após o almoço, melhorar qualidade da alimentação em relação a nutrientes e fibras. 

1o retorno - 30 dias: eliminação de 2,9kg.
2o retorno - 60 dias: eliminação de 3,3kg.
3o retorno - 90 dias: eliminação de 1,3kg.

Do segundo para o terceiro retorno, saiu de férias e saiu da dieta. Mas ainda sim, conseguiu eliminar 1,3kg.

Peso final: 69,5kg (IMC: 24,04kg/m2 - peso normal para altura).

Conclusão: disciplina e força de vontade!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Toxinas e Câncer

Antes de começar a falar do câncer, vou falar um pouquinho sobre toxinas.

Toxina é qualquer substância que possa criar irritação e / ou efeitos danosos em um organismo, reduzindo a vitalidade, tensionando as funções bioquímicas e o funcionamento orgânico. (Krohn)

Vivemos expostos a elas. Veja algumas fontes de toxinas:

- Radiações (computador, microondas, celulares, raio-x, raios solares (devido á destruição da camada de ozônio);
- Poluentes de ar, água, solo (pesticidas, agrotóxicos);
- Alimentos – animais tratados com ração com agrotóxicos, antibióticos, hormônios, aditivos alimentares (conservantes e corantes), hortaliças contaminadas com agrotóxico;
- Cigarro, fumaças, incenso;
- Churrascos (fumaça provocada pelo carvão);
- Álcool;
- Medicamentos;
- Plásticos;
- Metais de panelas;
- Cosméticos;

É praticamente impossível viver sem toxinas... mas podemos diminuir nossa exposição a elas. Como?

- Radiações - desligar aparelhos quando não estão em uso, diminuir o uso de microondas (preferir fogão  e forno convencional, não andar com celular em bolsos e deixá-los desligados ou longe durante a noite);


- Alimentos – preferir alimentos orgânicos (inclusive carnes e ovos) e naturais, eliminar “anti-nutrientes”: gordura trans, alimentos processados/industrializados, farinha branca (trigo), açúcar, sal em excesso, diminuir cafeína, churrascos feitos no carvão, bebidas alcoólicas, corantes, conservantes, glutamato monossódico, adoçantes artificiais;


- Eliminar possíveis alergênicos alimentares – o nutricionista é capaz de avaliar o possível alergênico individual de cada um;


- Aumentar consumo de brássicas (agrião, brócolis, couve, couve-flor, couve de bruxelas, mostarda, nabo, rabanete, repolho, rúcula); Triturar/cortar/picar e depois temperá-los (para liberação das substâncias ativas) mastigar bem e caso faça cozidos a melhor maneira é no vapor, e tempo inferior a 1,5 minutos;


- Outros alimentos que ajudam a eliminar toxinas: alho cru, cúrcuma, pimenta preta e vermelha, gengibre, própolis, casca de limão, páprica, curry, sálvia, coentro, alecrim, clorofila (alimentos verdes), cereja, uva, berinjela, berrys, alcachofra, amora, framboesa, morango, româ, nozes, cebola crua e chá verde.


Obs.: Os alimentos sugeridos como potenciais redutores de toxinas não devem ser utilizados em tratamentos de câncer (quimioterapia).

- Cigarro, fumaças, incenso - evitar exposição;


- Medicamentos - evitar o EXCESSO, não ficar tomando remédio sem a real necessidade;


- Diminuir o contato de alimentos com plásticos - não aquecer plásticos com alimentos, não envolver alimentos gordurosos (carnes, queijos) em filme plástico, diminuir o número de potes plásticos em casa – trocar por potes de vidros. Não tomar café e chás em copos de plástico;


- Manter-se hidratado: 35ml de água por kg de peso corporal. Ex.: pessoa de 60kg, consumir 2,1 litros de líquidos, 50% na forma de água. 


 - Manter intestino saudável – nutricionista é o profissional mais indicado para manter seu intestino saudável. O intestino saudável consegue eliminar as toxinas. Um intestino doente aumenta o número de toxinas presentes no organismo.
 
- Atividade física (suor aumenta a eliminação de toxinas);


- Drenagem linfática;


- Evite o excesso de produtos de limpeza, odorizadores de ambiente, cosméticos e maquiagens;


- Colabore para a saúde ambiental do planeta.


- Metais de panelas - prefira panelas de vidro ou inox, não passe palha de aço por dentro das panelas;

Conseguimos perceber a intoxicação por alguns sintomas:

Palidez, falta de apetite pela manhã, gosto metálico na boca, cansaço, fadiga, dores de cabeça freqüente, TPM, estresse, queixas digestivas, baixa tolerância a alimentos gordurosos, sono após as refeições, constipação e problemas cutâneos.

Eliminando a exposição a toxinas e eliminando-as do nosso organismo, estamos nos prevenindo contra o câncer.


 > CÂNCER


Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.



(Inca, http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=322)


As toxinas são carcinogênicas. O termo carcinógeno ou carcinogênico refere-se a qualquer substância que provoque, agrave ou sensibilize o organismo para o surgimento de um câncer.


Somente de 5 a 10% de todos os câncer estão relacionados com fatores genéticos – os demais estão relacionados ao estilo de vida e exposição a fatores contribuintes.


É cada vez maior o número de pessoas com câncer. Ou temos alguém na família, ou conhecemos alguém com a doença ou já ouvimos falar de alguém com câncer.  

Estudos mostram que substâncias como pesticidas, poluentes ambientais, metais tóxicos, solventes, plásticos, hormônios de crescimento têm relação com câncer de próstata, mama, cérebro, medula, testículos e vias urinárias.


Devemos considerar que o câncer é uma doença multifatorial, ou seja, vários fatores irão determinar seu aparecimento. 

- Câncer de mama:


Câncer de mama tem 1 milhão de novos casos por ano, no mundo inteiro! É a 2a causa de mortalidade entre as mulheres.


Fatores de risco: idade, menopausa, hormônios, alimentação, álcool, obesidade e fatores de risco ambientais (poluição e radiações) e genéticos.

A amamentação, prática de atividade física e a alimentação saudável com a manutenção do peso corporal estão associadas a um menos risco de desenvolver câncer de mama. 
(Khedihaier et al, 2008)

- Câncer do colo do útero:

Alguns fatores de risco: HPV, hormônios, tabagismo, agentes infecciosos, e baixa ingestão de vitaminas;

- Câncer de cólon e reto:

Fatores de risco: predisposição genética ao desenvolvimento de doenças crônicas do intestino, alimentação baseada em gorduras animais, baixa ingestão de frutas, vegetais e cereais, consumo excessivo de álcool e tabagismo, idade.

- Câncer de estômago:

Fatores de risco: H. pylori, estilo de vida, alimentação deficiente em frutas, legumes e verduras, excesso de sal, métodos de conservação alimentar, cigarro, excesso de peso corporal.

- Câncer de próstata:

Fatores de risco: idade (chances aumentam após os 65 anos), alimentação rica em gordura animal, carne vermelha e cálcio, obesidade.

Vegetais, selênio, vitaminas D e E, licopeno e ômega-3 têm indicado proteção para o desenvolvimento desse câncer.

Em alimentos, isso significa que deve-se aumentar o consumo de folhas cruas – SEMPRE VARIAR – NÃO COMER SEMPRE AS MESMAS – castanha do Brasil, amêndoas, nozes, abacate, ovo, molho de tomate fresco – CASEIRO, sardinha.

O que causa um tumor:

- Fatores ambientais
- Fatores genéticos
- Fatores alimentares
- Fatores psíquicos (mágoas, ressentimentos) /personalidade
- Níveis de estresse


Fatores psíquicos e estresse debilitam sistema imune.


De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), no Brasil, observa-se que os tipos de câncer que se relacionam aos hábitos alimentares estão entre as seis primeiras causas de mortalidade por câncer. 

"Estudos demonstram que uma alimentação pobre em fibras, com altos teores de gorduras e altos níveis calóricos (hambúrguer, batata frita, bacon etc.), está relacionada a um maior risco para o desenvolvimento de câncer de cólon e de reto, possivelmente porque, sem a ingestão de fibras, o ritmo intestinal desacelera, favorecendo uma exposição mais demorada da mucosa aos agentes cancerígenos encontrados no conteúdo intestinal. Em relação a cânceres de mama e próstata, a ingestão de gordura pode alterar os níveis de hormônio no sangue, aumentando o risco da doença. Frutas, verduras, legumes e cereais integrais contêm nutrientes, tais como vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo a destruírem os carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células. Esses tipos de alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais do processo de carcinogênese e, portanto, devem ser consumidos com freqüência.

Hoje já está estabelecido que uma alimentação rica nesses alimentos ajuda a diminuir o risco de câncer de pulmão, cólon, reto, estômago, boca, faringe e esôfago. Provavelmente, reduzem também o risco de câncer de mama, bexiga, laringe e pâncreas, e possivelmente o de ovário, endométrico, colo do útero, tireóide, fígado, próstata e rim.

As fibras, apesar de não serem digeridas pelo organismo, ajudam a regularizar o funcionamento do intestino, reduzindo o tempo de contato de substâncias cancerígenas com a parede do intestino grosso.

A tendência cada vez maior da ingestão de vitaminas em comprimidos não substitui uma boa alimentação. Os nutrientes protetores só funcionam quando consumidos através dos alimentos, o uso de vitaminas e outros nutrientes isolados na forma de suplementos não é recomendável para prevenção do câncer." (Inca)



“Todos temos um câncer dormindo dentro de nós. É nosso estilo de vida que vai ou não determinar seu desenvolvimento”. David Servan-Schreiber





Então para que esse câncer dentro de cada um não desperte, prestem atenção em como estão tratando o seu corpo. Prestem atenção no que comem, a que estão expostos, analisem tudo ao seu redor, desde pequenos hábitos a mania exagerada de produtos de limpeza e medicamentos, e vejam o que dá pra melhorar. Como eu disse, é praticamente impossível viver sem toxinas, mas através da alimentação e um estilo de vida saudável, conseguimos combatê-las!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Aditivos alimentares - o que são e o que causam?


Segundo a ANVISA: "aditivo alimentar é todo e qualquer ingrediente adicionado intencionalmente aos alimentos sem propósito de nutrir, com o objetivo de modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais, durante a fabricação, processamento, preparação, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte ou manipulação de um alimento". Resumindo,  são substâncias adicionadas pela indústria aos alimentos para dar cor, sabor ou conservar um alimento.

Os principais alimentos que contém aditivos são:
- sucos prontos, refrigerantes, iogurtes, leites aromatizados e fermentados, gelatinas, pós para pudim e similares, sorvetes, chocolates, biscoitos recheados, balas, chicletes, pó para sucos, embutidos (salsicha, mortadela, salame, linguiça, etc.), temperos prontos, caldos (tabletes e pó), patês prontos, salgadinhos, alimentos prontos congelados, entre outros.
Em corantes existem os compostos nitrosos, que são substâncias carcinogênicas e mutagênicas (agente mutagênico é qualquer fator físico ou químico que pode alterar o código genético de um indivíduo), que aumentam a sensibilidade do indivíduo levando a alergias, asmas e urticárias entre outras alterações.

Veja abaixo a relação de alguns corantes e o que eles podem causar:
Tartrazina: reações alérgicas, asma e urticárias, efeitos mutagênico e carcinogênico, alterações na mucosa gástrica;
Eritrosina: alergias, disfunções tireoideanas, danos ao DNA, ação neurotóxica, carcinogênica e influência negativa na espermatogênese;
Carmin-indigo: reações alérgicas como urticária, angiodema e anafilaxia (reação alérgica sistémica, severa e rápida);


 Existem mais de 4 mil tipos de aditivos alimentares no Brasil.

Os conservantes, além de aumentarem o teor de sódio do alimento, contém substâncias que podem causar urticárias, asma, fadiga, alterações hepáticas, hipertensão, aumenta a oxidação no fígado, rim e cérebro e danos ao DNA.

Além de corantes e conservantes temos antioxidantes, edulcorantes, espessantes, estabilizantes, acidulantes e aromatizantes!
Hoje, infelizmente, é grande o número de pais e mães que para facilitarem o dia a dia, oferecem aos filhos alimentos industrializados. Atendo com frequência crianças com alterações de colesterol, doenças respiratórias e alergias.

Entendo tal situação. Falta de tempo é comum e uma vez ou outra não vejo problemas. Mas o que não pode acontecer é usar isso como desculpa. Noto algumas situações em que dá tempo de preparar um suco natural, um bolo caseiro, mas é muito mais fácil oferencer o industrializado!

Então, comece a diminuir a agressão ao seu corpo e se for o caso, ao organismo de seu filho, sobrinho, neto, etc. 
Como: 

- Diminuir consumo de alimentos industrializados prontos para consumo e aumentar consumo de alimentos produzidos em casa. Veja alguns exemplos:

EVITAR
PREFERIR
Molho de tomate pronto
Molho de tomate fresco
Suco em pó ou prontos para consumo
Suco natural
Bolo pronto ou mistura para bolo
Bolo caseiro
Gelatina
Suco natural com gelatina incolor, salada de frutas, doce de abóbora caseiro, bananada caseira, etc.
Enlatados (ervilha, feijões, tomate, etc.)
Alimentos frescos
Alimentos coloridos. Ex.: bebida de soja com fruta
Alimentos sem cor (cor natural do alimento). Ex.: bebida de soja sem adição de frutas
Pratos prontos congelados
Preparações caseiras
Temperos prontos
Temperos frescos: cebola, alho, salsa, coentro, alecrim, tomilho, cúrcuma, etc.
Patês industrializados
Patê caseiro (atum ou frango com maionese, ricota com ervas, etc.)
Iogurtes coloridos
Iogurte natural batido em casa com 1 fruta fresca e mel
Purê de batatas desidratado
Purê de batatas frescas, caseiro

Reserve algum momento do seu dia ou da semana pra cuidar da sua saúde e de quem está proximo de você!  

Vamos tentar diminuir a agressão ao nosso organismo, já que ela vem de todos os lados e principalmente do que colocamos para dentro dele!


Observe as situações abaixo:


- Família americana - Gasto semanal: R$571,79 para 4 pessoas.


- Família mexicana - Gasto semanal: R$ 316,16 para 5 pessoas.


- Família egípcia - Gasto semanal: R$114,58 para 12 pessoas.








Fonte: http://materiaespecializada.blogspot.com/2010/01/direito-alimentacao.html

Além da sua saúde, seu bolso também agradece!!! Comida saudável e caseira sai mais barato do que industrializados!


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Quem sou eu

Formada pela Universidade Cruzeiro do Sul, pós graduada em Nutrição Clínica Funcional pela VP Instituição de ensino e pesquisa e pós graduanda em Nutrição Esportiva.