Serviços prestados

- Atendimento domiciliar;

- Atendimento em espaços de estética, empresas, clínicas médicas e academias;

- Palestras sobre educação nutricional e assuntos relacionados;

- Elaboração de cardápios individual ou familiar e elaboração de lista de compras;

- Prestação de serviços a colégios, spas e casas de repouso.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Por que pararam de jantar???


   Está cada vez mais comum as pessoas não “jantarem”. Diria que 90% dos meus pacientes chegam na primeira consulta dizendo que não “jantam” e consideram isso saudável! O jantar deve ser mais leve SIM, em menor quantidade do que o almoço SIM, mas não substituído por pão, leite ou biscoitos!!! E vou falar mais: como é difícil mudar esse hábito ruim e fazer as pessoas entenderem!
   Nada é mais nutritivo do que uma salada colorida, legumes crus e cozidos, uma carne magra e um carboidrato integral. É ótimo o hábito de comer pouco a noite, mas que o pouco seja repleto de nutrientes e não repleto de leite e carboidratos. Café da manhã é café da manhã e jantar é jantar!!!

   Se a questão é controle de calorias, faça uma refeição com pouca caloria mas nutritiva! Lembrem sempre: sem nutrientes o organismo entra em desequilíbrio e esse desequilíbrio desencadeia diversos problemas que viram uma bola de neve e vão criando problemas cada vez maiores!
   
Entendam: NUTRAM-SE!

   Por conta disso, montei algumas sugestões de preparações que podem ser consumidas a noite: práticas, leves e pequenas.

- Omelete de legumes
1 porção

1 ovo
½ cenoura ralada (2 colheres de sopa)
½ tomate picado (sem pele e sem semente)
1 pitada de orégano seco ou 1 colher de sopa de salsa fresca
1 pitada de sal
1 colher de sopa de azeite (não é óleo composto!)

Aqueça o óleo em uma frigideira pequena. Bata os ovos e misture todos os ingredientes. Coloque a mistura na frigideira com o óleo já aquecido. Doure dos dois lados. Sirva com salada de folhas cruas.

Dica: pode substituir a cenoura e o tomate por outro vegetal de sua preferência: brócolis, espinafre, abobrinha, alho poro, vagem, escarola, chuchu, etc.

- Macarrão integral com atum e berinjela
1 porção

½ xícara de macarrão integral cru (massa curta – penne, parafuso) ou outra massa integral de sua preferência
1 lata de atum em óleo (escorrer bem em uma peneira)
2 tomates sem pele e sem semente picados
½ berinjela pequena cortada em cubinhos
1 dente pequeno de alho
1 colher de sopa de azeite
3 folhas de manjericão fresco
1 pitada de sal

Coloque o macarrão para cozinhar em água fervente. Enquanto isso prepare o molho. Aqueça o azeite, frite o alho picado e acrescente a berinjela. Quando ela começar a murchar, acrescente o atum e o tomate picado. Mexa para que o tomate desmanche. Acrescente o sal, apague o fogo e acrescente o manjericão.  Misture ao macarrão cozido. Sirva com uma salada de folhas cruas.

Obs.: o macarrão integral demora um pouco mais para cozinhar. Veja as recomendações do fabricante. Se preferir, bata o tomate no liquidificador para deixar o macarrão mais “molhadinho”.

- Salada colorida com tofu
1 porção

1 folha de alface americana
1 pires de rúcula
1 pires de repolho roxo
½ pimentão amarelo picado em cubinhos
5 unidades de tomate cereja
½ xícara de tofu em cubos

Lave bem e pique as folhas e misture aos demais ingredientes.  Regue com o tempero sugerido.

Tempero:
1 colher de sopa de molho de mostarda
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre  de maçã (preferência)
1 pitada de orégano

Misture todos os ingredientes.

Dica: o tofu pode ser substituído por clara de ovo cozida ou atum em pedaços.


- Arroz integral com legumes
2 porções

1 punhado de arroz integral cru
1 xícara de legumes (pode misturar abobrinha, cenoura ralada, vagem, brócolis cru picado, tomate sem pele e sem semente, berinjela, etc.)
½ cebola
1 dente de alho
1 colher de sopa de óleo vegetal
1 colher de café rasa de sal

Lave os vegetais e o arroz. Refogue a cebola e o alho. Acrescente o arroz, os legumes e o sal. Cubra com água fervente e observe o cozimento. Acrescente mais água se necessário.  Sirva com carne magra. 
 
Dica: acrescente 1 colher de chá de curry ou acrescente na água fervente ervas como tomilho, sálvia, manjericão e vá molhando o arroz com essa água. O arroz fica com sabor das ervas.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O que é Nutrição Funcional?

Como faço pós graduação em Nutrição Clínica Funcional e muita gente me pergunta o que é a Nutrição Funcional exatamente, segue definição segundo Valéria Paschoal, diretora da VP Consultoria Nutricional. 
 
"Mudanças no cardápio de uma pessoa, a partir do levantamento detalhado de suas características, podem melhorar a sua disposição, tratar problemas como enxaqueca e evitar a ocorrência de doenças crônicas como a obesidade e o diabetes. 

Para entendermos o que é a chamada Nutrição Funcional e em que ela se diferencia da Nutrição tradicional, temos de lembrar um pouco dos ensinamentos das aulas de Biologia sobre o funcionamento das células.

Aprendemos que somos formados por trilhões de células que formam os tecidos que, por sua vez, formam os órgãos, que, finalmente, compõem os aparelhos e sistemas do organismo humano. Cada célula do nosso corpo é uma unidade viva que depende, para o seu funcionamento pleno, de determinados nutrientes, em doses que variam de pessoa para pessoa, dependendo de suas características genéticas.
                           
Mas onde queremos chegar? Explico: a Nutrição Funcional aplica a ciência dos nutrientes que procura manter ou restabelecer o equilíbrio e o bem estar do organismo de cada pessoa a partir do diagnóstico de como anda a relação entre as suas células e os nutrientes.

Em vez de se limitar à prescrição de dietas de alimentos tidos como saudáveis (porque o que é saudável para uma pessoa pode causar doença em outra), a Nutrição Funcional rastreia os sintomas, sinais e características de cada paciente e os relaciona a situações de carência ou excesso de determinados nutrientes.

Tudo isso é feito com base em ferramentas e estratégias específicas e muito atuais. Num breve futuro, até mesmo exames de “mapeamento genético” poderão ser incorporados. Se descobrirmos, por exemplo, que o paciente possui um conjunto de genes relacionados a uma maior propensão ao câncer, poderemos procurar diminuir o risco de desenvolver a doença com intervenções nutricionais específicas.

Diferentemente da Nutrição clássica, os nutricionistas do século XXI defendem um rastreamento bioquímico e metabólico de cada pessoa para saber quais são os alimentos que funcionam para ela ou que podem, por exemplo, estar provocando ou vir a provocar doenças. Dietas generalizadas e contagem de calorias não fazem mais sentido. Da mesma forma, questionários alimentares acrescidos de exame de sangue não são mais suficientes.

Para definir a melhor dieta para um paciente, é necessário conhecê-lo individual e profundamente. Podemos observar detalhes como, por exemplo, o aspecto das unhas, que indica deficiências ou excesso de nutrientes. Ou utilizar outros instrumentos que avaliam centenas de indícios de desequilíbrios nutricionais.

A Nutrição Funcional baseia-se em conceitos como o “equilíbrio nutricional e a biodisponibilidade dos alimentos”, ou seja, alimentos e nutrientes que precisam de outros para agir no organismo de maneira positiva ou que, ao contrário, são anulados quando outros estão presentes.

O organismo de cada pessoa é um ecossistema que precisa estar equilibrado, e isso ocorre de acordo com a atuação dos nutrientes em cada uma das trilhões de células. Estudos mostram como a “inflamação celular”, causada por uma reação desarmônica aos nutrientes, estaria na origem de várias doenças, dentre elas a obesidade e o diabetes.

Problema que atinge um número significativo de brasileiros, a obesidade é uma “doença inflamatória” que deve ser tratada não pela contagem de calorias ou de açúcares consumidos, mas pela escolha dos alimentos de acordo com as características individuais. Detalhe: as toxinas ambientais também deixam as pessoas mais predispostas à obesidade e a outras desordens metabólicas. Uma dieta “antioxidante” individualizada pode ser bastante útil para combatê-las e ajudar na perda e no controle de peso.

Trabalhos científicos comprovam que a ocorrência das doenças crônicas da vida moderna está relacionada a uma combinação de dieta inadequada, suscetibilidade genética e exposição a agentes e poluentes ambientais. Da mesma forma, outros problemas “menos graves”, como o cansaço e a sensação de falta de energia, resultam do “estresse oxidativo”, também relacionado ao desequilíbrio nutricional.

Os desequilíbrios nutricionais geram sobrecarga no sistema imunológico e desencadeiam “processos alérgicos” tardios, que acabam por provocar doenças crônicas como a obesidade, depressão, fibromialgia, artrite reumatóide, síndrome do pânico, osteoporose, diabetes, distúrbios de comportamento e hiperatividade infantil, entre outras.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças crônicas não transmissíveis já são responsáveis por 72% das mortes ocorridas no Brasil, sendo que, no mundo, esse valor corresponde a 60%. A OMS acredita que 80% de problemas prematuros do coração, AVC e Diabetes tipo II e 40% dos casos de câncer poderiam ser evitados se corrigíssemos nossos hábitos alimentares, reduzíssemos o uso de tabaco e adotássemos uma atividade física regular.

Hoje, os nutricionistas funcionais se envolvem no tratamento de diversos distúrbios metabólicos e neuropsiquiátricos. Além disso, atuam na área esportiva (vários atletas da delegação olímpica brasileira adotam a Nutrição Funcional), em clubes de futebol (São Paulo), em academias (Companhia Athlética), em hospitais (Hospital das Clínicas, Hospital Sírio Libanês e Hospital Pró-Cardíaco), em empresas (Roche), em escolas, em clínicas e em programas de orientação a gestantes.

Apesar de recente no Brasil, a Nutrição Funcional conta com o respaldo científico de diversos estudos realizados principalmente na Europa e nos EUA, onde, aliás, já existe um instituto dedicado à especialidade: o The Institute For Functional Medicine."

Seguidores

Quem sou eu

Formada pela Universidade Cruzeiro do Sul, pós graduada em Nutrição Clínica Funcional pela VP Instituição de ensino e pesquisa e pós graduanda em Nutrição Esportiva.